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Serviços têm a maior alta em 14 anos e afetam classe média
Publicado em 08/09/2011
Aumento da renda aquece demanda, e preços do setor sobem 8,93% em 12 meses, acima do IPCA
Aumento da renda e baixo desemprego aquecem a demanda por serviços no Brasil e quem mais sente o peso no bolso é a classe média.
A inflação dos serviços acelerou em agosto, com alta de 0,50%, ante 0,42% em julho, e ficou bem acima da inflação oficial medida pelo IPCA, segundo dados do IBGE. No ano, até agosto, o setor tem alta média de preços de 6,83%, contra 4,42% do IPCA. No acumulado de 12 meses, os serviços estão, em média, 8,93% mais caros, o maior patamar desde agosto de 1997. Em um ano, a inflação oficial avançou 7,23%.
Ginástica e hotéis
Os reajustes de preços pegaram em cheio quem se matriculou em natação e ginástica, ou ficou em hotel no mês de agosto. Essas foram as maiores altas de serviços no mês passado, que encareceram respectivamente 3,71%, 2,33% e 2,64%, bem acima da alta do IPCA no mês (0,37%). No ano, a expansão chega, por ordem, a 10,31%, 7,87% e 13,28%.
"Ao contrário dos alimentos, os serviços inflacionados pesam mais no bolso da classe média. O preço de estacionamento, por exemplo, acumula alta de 11,2% em 12 meses e o médico subiu 10,5%", afirma Daniel Lima, analista da Rosenberg & Associados.
Falta mão de obra
Um dos motivos para a alta dos preços de serviços é a falta de mão de obra, que vem garantindo aumentos reais de salários. Além disso, o setor não é beneficiado pela concorrência das importações mais baratas.
Apesar da perspectiva de desaceleração da economia, a demanda por serviços e a alta dos salários deve continuar pressionando os preços.
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